[...] uma ilha que eu ignorei [...]
Venha, tenho que lhe falar em que condições eu estou, o meu grau de elevação, minha intensidade, a escassa duração. Se descrita pelas mãos de um pianista, estaria entre um semitom e um intervalo de um tom inteiro, me encontro presa à obsessão de investigar a minha condição humana. Dei início à análise da minha pequena quantidade de ar contida numa substância fundida, ou, bolha, mas quando percebi já tinha perdido boa parte, foi dissolvida, e num ato de desespero, comecei a procurar por um sinal de alerta, até rastejar. Nenhuma bússola, nenhuma estrela, acho que me perdi...
Então eu vou tentar refazer o caminho, a bússola pode ter perdido seu ponteiro, a estrela pode ter esquecido que seu mundo é uma esfera...
" [...] obsessão de investigar a minha condição humana."
ResponderExcluirConsiderar 'humano' como uma condição é notar-se como estado, como circunstância. São situações mutáveis, que permitem exatamente o perder-se, buscar-se e encontrar-se.
Tive esse flash ao ler, bastante interessante o texto. Vlw!