terça-feira, 26 de abril de 2011

Warning Sign

[...] uma ilha que eu ignorei [...]

Venha, tenho que lhe falar em que condições eu estou, o meu grau de elevação, minha intensidade, a escassa duração. Se descrita pelas mãos de um pianista, estaria entre um semitom e um intervalo de um tom inteiro, me encontro presa à obsessão de investigar a minha condição humana. Dei início à análise da minha pequena quantidade de ar contida numa substância fundida, ou, bolha, mas quando percebi já tinha perdido boa parte, foi dissolvida, e num ato de desespero, comecei a procurar por um sinal de alerta, até rastejar. Nenhuma bússola, nenhuma estrela, acho que me perdi...

Então eu vou tentar refazer o caminho, a bússola pode ter perdido seu ponteiro, a estrela pode ter esquecido que seu mundo é uma esfera...



terça-feira, 12 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

With Every Heartbeat

[...] ainda estou morrendo a cada passo que dou, mas eu não olho pra trás [...]


Amores mal resolvidos existem e sempre existirão, até que alguém decida sair do armário e diga o que realmente pensa. Mesmo com o pressuposto de que sentimento foi feito pra se sentir, falar pode ser bom o suficiente para perder algum tempo tentando ganhar o que mais deseja. Você pode continuar arriscando, mas, as coisas podem não mudar, nunca. Isso faria você feliz baby? A escolha é complicada, fica a seu critério, mesmo que doa a cada batida do seu coração. Mas vai passar, tudo passa, vai sorrir, achar graça.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

L'excessive

                    [...] é que a existência, sem um pequeno extremo, é inaceitável [...]


Inaceitável que se deixe passar despercebidas as pequenas sensações que te deixa eufórico. Quando você se excede e os outros tentam lhe pôr no eixo, permita se descomedir, isso não significa que irá proceder de uma maneira não condizente com o seu caráter, não precisa ter uma desculpa. Sair da casca, abandonar a introspecção, romper o silêncio, pode ser um bom modo de seguir na vida. No momento em que tudo se manifestar com revolta, desequilibrar- se, e acelerar sua circulação, permaneça dissoluto, e veja o fenômeno passar pelo seus olhos num transe encantador. Sem desculpas.





quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

You And You Heart

[...] Pois você e o seu coração não deviam parecer tão distantes, você pode escolher o que aceitar [...]

Você e o seu coração devem andar de mãos dadas, nada é impossível quando você toma seu objetivo, na soma de tudo, se cacos de vidros for preciso quebrar, e nada disso precisa parecer tão difícil, abra os olhos e veja quanta coisa se perde quando não está de bem consigo, quando não rir exageradamente com medo de ser observado por olhares que só irão lhe criticar por ser feliz, mesmo que isso aconteça, sorria para esses olhares que apenas exprimem o quanto são vulneráveis, e faça- os sorrir também, mostre o quanto 'você e o seu coração' estão bem. Eu vou fazer questão de assistir você alterar o seu quadro, vendo você perceber que só você pode escolher o que aceitar.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

What Else Is There?

                                             [...] o fim da estrada está ficando mais perto [...]

... o que há além de estradas, lampejos e explosões?... agonia, coração partido, desejos, melancolia ... Cada sentimento torna- se único à medida em que vão tomando espaço na minha vida, ultrapassam dimensões que até então eram desconhecidas, fazendo com que cada pedaço de mim se entregue ao abandono do amor próprio, à denegação de minha própria existência, adormecem os sentidos, incapacitando minha mente. Eu preciso erguer a cabeça, pensar... pensar... penar... mas tudo que sinto quando olho para cima é a ardência que a claridade pode causar em meus olhos, lacrimosos de tanta desolação, desolados na perda da direção. Percorrendo distâncias disjuntas, tento me dividir para os dois lados, tornar meu corpo elástico, mas eu sempre temo pelo o que eu tenho e pela minha dor, eu desisto... eu desço... profundo, o pescoço faz um movimento de perda, culpa por algo que não foi alcançado, obrigando- me a me abster numa imagem de batalha perdida. Mais uma batalha perdida... e ao findar desta escrita dolorosa, eu obedeço meus sentidos, e padeço aqui... sozinha.